Seja Bem vindo à Estação das Artes!
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Arte Germânica - Bárbaro Talento
História da Arte
Escrito por Raí T. Rio   

A Arte Germânica ou Arte Bárbara faz referência à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros  (mongóis, vândalos, alanos, francos, germânicos e suecos entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa, mergulhando o continente num dos períodos históricos mais obscuros, a meio caminho entre a religiosidade, - agora em parte aceita - dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. Mais tarde, a Europa também sofreu o açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte, em perpétua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. Em suas crônicas, os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião dos povos conquistados, ao mesmo tempo que lhes transmitiam seus próprios traços culturais. Esta troca deu origem a uma arte completamente diferente, que assentou as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX, promovendo a organização de artistas e artesãos em oficinas supervisionadas pela Igreja, origem das corporações de ofício que perdurariam por quase mil anos.
Arte Germânica - Bárbaro Talento
O fato dos povos bárbaros não possuírem um habitat fixo, influenciou fortemente os seus costumes e as suas expressões artísticas. Assim, como povos nômades, desenvolveram uma grande destreza na confecção de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Deste modo destacaram-se na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas como na fabricação de jóias, como braceletes, colares, anéis etc. Também se destacaram nas técnicas de decoração, como a tauxia ou damasquinagem, a entalhadura (arte de cortar ou entalhar a madeira) e a filigrana (trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal soldadas de forma a compor um desenho). Os desenhos decorativos destas peças, baseavam-se em animais estilizados e em motivos geométricos, principalmente, a roda e a cruz. Os bábaros não se dedicaram ao desenho da figura humana, como outros povos em suas artes.
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Carybé - Pintor de todos os mundos
Vida e Obra
Escrito por Raí T. Rio   
CarybéO elegante Hector Julio Paride Bernabó era um cidadão do mundo. Argentino de nascimento, italiano de formação, carioca quando se tornou brasileiro e eterno baiano quando conheceu o candomblé. Carybé teve sua obra espalhada pelo planeta, inclusive murais nos aeroportos de Nova York e Londres, por exemplo. Muitos consideravam Carybé limitado como artista, mas sua produção tem trabalhos primorosos, em especial seus desenhos, famosos nos livros de seu amigo de longa data Jorge Amado. Inveterado amante da vida, Carybé era tocador de pandeiro, bom dançarino e contador de histórias. Acima de tudo, tinha um título de Obá de Xangô, o posto mais alto dado pelo candomblé, motivo de orgulho para ele que era admirador e devoto da religiosidade afro-brasileira, como seus deuses modestos e  humanos.
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