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A Arte Germânica ou Arte Bárbara faz referência à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros (mongóis, vândalos, alanos, francos, germânicos e suecos entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa, mergulhando o continente num dos períodos históricos mais obscuros, a meio caminho entre a religiosidade, - agora em parte aceita - dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. Mais tarde, a Europa também sofreu o açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte, em perpétua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. Em suas crônicas, os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião dos povos conquistados, ao mesmo tempo que lhes transmitiam seus próprios traços culturais. Esta troca deu origem a uma arte completamente diferente, que assentou as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX, promovendo a organização de artistas e artesãos em oficinas supervisionadas pela Igreja, origem das corporações de ofício que perdurariam por quase mil anos.

O fato dos povos bárbaros não possuírem um habitat fixo, influenciou fortemente os seus costumes e as suas expressões artísticas. Assim, como povos nômades, desenvolveram uma grande destreza na confecção de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Deste modo destacaram-se na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas como na fabricação de jóias, como braceletes, colares, anéis etc. Também se destacaram nas técnicas de decoração, como a tauxia ou damasquinagem, a entalhadura (arte de cortar ou entalhar a madeira) e a filigrana (trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal soldadas de forma a compor um desenho). Os desenhos decorativos destas peças, baseavam-se em animais estilizados e em motivos geométricos, principalmente, a roda e a cruz. Os bábaros não se dedicaram ao desenho da figura humana, como outros povos em suas artes.
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